Jeff Buckley

Covers por Jeff Buckley chegam em Março

Capa de You and I

Capa de You and I

Chama-se You and I e reúne dez temas interpretados por Jeff Buckley, nunca antes ouvidos. Na sua maioria, são covers gravadas no início da carreira do músico americano desaparecido em 1997.

A 16 de Março, conhecemos um conjunto de temas que Jeff Buckley gravou para mostrar aos produtores o que queria que fosse o seu álbum de estreia. As escolhas de Buckley reflectiriam o seu estilo musical. Bob Dylan, The Smiths e Led Zeppelin estão entre os nomes destas covers. Para já, conhece-se apenas a versão de “Everyday People” dos americanos Sly & The Family Stone.

Alinhamento de You and I

01 Just Like A Woman (Bob Dylan)
02 Everyday People (Sly & The Family Stone)
03 Don’t Let The Sun Catch You Cryin’ (Louis Jordan)
04 Grace (Jeff Buckley)
05 Calling You (Jevetta Steele)
06 Dream Of You And I (Jeff Buckley)
07 The Boy With The Thorn In His Side (The Smiths)
08 Poor Boy Long Way From Home (versão de Bukka White)
09 Night Flight (Led Zeppelin)
10 I Know It’s Over (The Smiths)

Inquietação com Elliott Smith

© Autumn de Wilde | Pitchfork

© Autumn de Wilde | Pitchfork

O Outono é das castanhas, das primeiras tardes de chuva e dos dias a ficarem cada vez mais curtos. O Outono é sobretudo do folk e do indie folk. 

A playlist é quase sempre a mesma. Iron & Wine, desde sempre. Jackson C. Frank, de tempos a tempos. Nick Drake, para as noites de silêncio. Jeff Buckley, invariavelmente para acabar.

Elliott Smith. Fascina-me a banda sonora que fez para o “Good Will Hunting” e acho que é por causa dela que se tornou um dos meus filmes preferidos. Prende-me a sua história, pela curiosidade e estranheza. Estas coisas atraem a natureza humana.

Cativa mas arrepia. Elliott Smith não consegue aquecer corações em dias frios. A sua música não é quente mas perturbadora. É avassaladora no modo como nos transporta para dentro do seu estado psicológico. A sua voz calma, quase sussurrante, foge às sequências de acordes mais convencionais e agradáveis ao ouvido.

Elliott Smith não tem a tranquilidade da folk outonal mas a inquietação que sempre carregou no olhar. Não aquece mas não nos deixa sair de si.