Nick Drake

Inquietação com Elliott Smith

© Autumn de Wilde | Pitchfork

© Autumn de Wilde | Pitchfork

O Outono é das castanhas, das primeiras tardes de chuva e dos dias a ficarem cada vez mais curtos. O Outono é sobretudo do folk e do indie folk. 

A playlist é quase sempre a mesma. Iron & Wine, desde sempre. Jackson C. Frank, de tempos a tempos. Nick Drake, para as noites de silêncio. Jeff Buckley, invariavelmente para acabar.

Elliott Smith. Fascina-me a banda sonora que fez para o “Good Will Hunting” e acho que é por causa dela que se tornou um dos meus filmes preferidos. Prende-me a sua história, pela curiosidade e estranheza. Estas coisas atraem a natureza humana.

Cativa mas arrepia. Elliott Smith não consegue aquecer corações em dias frios. A sua música não é quente mas perturbadora. É avassaladora no modo como nos transporta para dentro do seu estado psicológico. A sua voz calma, quase sussurrante, foge às sequências de acordes mais convencionais e agradáveis ao ouvido.

Elliott Smith não tem a tranquilidade da folk outonal mas a inquietação que sempre carregou no olhar. Não aquece mas não nos deixa sair de si.

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Shazam #1

rodrigoamarante

Rodrigo Amarante | Tardei

Este post é para aqueles que, como eu, acham que o Shazam é a melhor invenção desde a roda e a Pitchfork.

Para conhecer faixas novas que as rádios andam a passar sem anunciar a quem pertencem ou para recordar aquela música já antiga que nos lança numa viagem ao passado: o Shazam está quando é preciso, mais fiel que um melhor amigo.

Aqui ficam algumas das últimas faixas que o meu Shazam reconheceu. (E é tão emocionante ver a bolinha a rodar e a identificar correctamente o que estamos a ouvir!)