Tame Impala

Foals voltam com What Went Down

© Neil Krug

© Neil Krug

Passagem rápida para compensar a ausência com uma das grandes novidades do ano, acabada de sair a 27 de Agosto: What Went Down.

A espera foi longa e o entusiasmo proporcional. Na realidade, estava mais ansiosa por este que é o quarto disco de originais dos Foals do que pelo álbum-sensação do momento. (Os Tame Impala que me perdoem, mas Currents anda ali perto do been there, done that. Também ajuda o facto de as rádios não se cansarem de passar as músicas novas e as antigas a toda a hora. Um pouco de contenção, vá lá.)

Os Foals foram aguçando o apetite com o primeiro single, ‘What Went Down’, e ‘Mountain At My Gates’. Há poucos dias, revelaram ainda uma cover de ‘Daffodils’, a contagiante colaboração de Mark Ronson com Kevin Parker e mais uma prova de que o génio dos Tame Impala está em todo o lado.

À primeira escuta, as preferidas são ‘London Thunder’ (peça calminha que oscila pouco no ritmo), ‘Snake Oil’ (o toque voraz do alinhamento) e ‘What Went Down’ (que representa tão bem o álbum). No geral, há menos raiva daquela que os Foals sabem tão bem entregar. (Quem nunca cantou “I can’t get enough space”, de ‘Inhaler’, no trânsito?!)

Há músicas demoradas, estruturadas e maduras. What Went Down vem depois da consagração de Holy Fire. E chega a tempo da despedida do Verão, que este é um álbum para se ouvir longe das praias e dos sunsets.

Fica só mesmo a faltar o concerto em Portugal.
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Os singles da salvação

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Ler artigo originalmente publicado na Look Mag

Chegámos àquela altura do ano em que já só se pensa nos festivais de verão e em enfiar os pés na areia enquanto se destila inveja no Instagram com fotos de praias paradisíacas e refrescos gulosos. Chegámos, finalmente, às tardes nas esplanadas e aos sunsets.

Chegámos aos novos lançamentos, aquela altura tão especial em que as nossas bandas preferidas antecipam os trabalhos que vão chegar em breve com singles que despertam a curiosidade. Chegámos ao período de estágio para os festivais e já estávamos a precisar tanto disto quanto de vitórias do Sporting.

Aqui ficam os singles da salvação – playlist para sair da apatia do inverno e entrar directamente no verão, com a mesma convicção de um mergulho na piscina no Milhões de Festa.

Os Blur estão de volta e o mundo da música está aos saltos. “The Magic Whip” é o primeiro trabalho que o grupo edita em 12 anos e sai já a 27 de abril. Singles para ouvir até lá: “Go Out”, “There Are Too Many of Us” e “Lonesome Street”. Em julho, queremos ouvir estas e muitas outras no Super Bock Super Rock.

Outro regresso muito aguardado é o dos Tame Impala. Os meninos bonitos do rock psicadélico vão apresentar o sucessor de “Lonerism” (2012), que já tem nome – “Currents” – mas não tem data. Enquanto esperamos, ficam “Let It Happen” e “‘Cause I’m a Man”.

“Sunshine on My Back” é o único tipo de raio de sol de que Matt Berninger gosta, diz o vocalista dos The National nesta nova música. É, contudo, um single sem filiação. Não se sabe se é a introdução do novo disco dos mestres da melancolia indie. Sabe-se apenas que tem a participação de Sharon Van Etten, também ela dada a certa melancolia.

Os The Vaccines já não são novidade para ninguém – a não ser para mim. Só há pouco tempo acordei para “Come of Age”, disco de 2012 com canções aceleradas e leves como “No Hope” e “Teenage Icon”. Para me retratar do atraso, já pus em loop os dois novos temas da banda britânica, “Handsome” e “Dream Lover”, avanços de “English Graffiti”, que deverá sair em maio. Nada de novo, mas em equipa que ganha não se mexe.

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